sexta-feira, 5 de julho de 2013

ARTIGO SAÚDE: LESÕES POR USO EXCESSIVO DE EQUIPAMENTO ELETRÔNICO.


ARTIGO SAÚDE

LESÕES POR USO EXCESSIVO DE EQUIPAMENTO ELETRÔNICO

Uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode causar lesões nos dedos e má postura, diz especialista

Posições desconfortáveis podem levar a fadiga e a inflamação dos músculos

O uso constante de smartphones, tablets e computadores podem causar lesões nos dedos, devido à digitação frenética, além de problemas de postura, avisa o ortopedista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP (Hospital das Clínicas de São Paulo), Mateus Saito.

— Para cada clique que o polegar realiza, há um movimento de extensão e excesso de atrito que, após várias repetições, acaba por causar micro lesões que inflamam o tendão extensor.

Para evitar essas complicações é necessário que o usuário se posicione de uma maneira que seja confortável para suas mãos, braços e, principalmente, o pescoço. A má posição da cabeça, segundo Saito, pode levar a fadiga de alguns músculos, além de sobrecarregar a coluna cervical.

— A musculatura cansada dói e os discos da coluna, quando prejudicados, podem evoluir para uma hérnia de disco.

Para quem já sofre de má postura ou lesões na coluna, existem tratamentos com analgésicos e fisioterapia (exercícios específicos) para fortalecer o pescoço e a musculatura do corpo.

Veja como evitar as dores:

—Evite o uso de aparelhos portáteis para a produção de textos longos

—Não fique por mais de 30 minutos na mesma posição

—Faça atividades físicas, com orientação médica, para fortalecer os músculos do corpo

—Distribua a carga entre as duas mãos ao manusear o aparelho

—Mantenha em uma posição correta, para que haja equilíbrio entre as mãos e os olhos ao mexer no computador

Fonte: R7 Notícias

ARTIGO PILATES: PERÍNEO BEM TRABALHADO GARANTE VIDA SEXUAL ANIMADA E POSTURA FIRME.


ARTIGO PILATES

PERÍNEO BEM TRABALHADO GARANTE VIDA SEXUAL ANIMADA E POSTURA FIRME

Um mistério: na era do culto ao corpo, quando tanta gente sabe nomes de músculos na ponta da língua, o períneo permanece desconhecido e mal aproveitado.
  Claro, não dá para exibir essa musculatura, mais profunda. Mas será preciso tanta sutileza para lidar com essa estrutura essencial a funções básicas como fazer xixi, sexo ou manter a postura?

"Pouca gente sabe onde é [o períneo]. Há um tabu enorme, já começa no reconhecimento de um lugar que pertence ao seu corpo", diz a fisioterapeuta Betty Gervitz, especialista em dança e saúde e doutoranda em gerontologia pela Unifesp.

Um sinônimo para períneo é assoalho pélvico. Desse jeito, fica mais fácil imaginar sua localização no corpo. Mesmo assim, não é fácil encontrar esse "chão". Afinal, ele se mexe, embora a maioria não se dê conta disso.

"O períneo é como qualquer outro músculo, tem que movimentar para não perder a força", afirma Débora Padua, fisioterapeuta especialista em uroginecologia.

 TRABALHO PESADO

Além de pouco usado em movimentos conscientes, o assoalho pélvico tem outra particularidade: é ele que sustenta os órgãos genitais.

O fisioterapeuta Gustavo Sutter Latorre, editor do portal Perineo.net, compara o assoalho pélvico a uma cama elástica que vai do osso púbico ao cóccix. "Só que essa cama não cede ao peso simplesmente, ela faz uma força contrária, empurrando [os órgãos] para cima."

Na mulher, o trabalho é mais pesado: o assoalho pélvico sustenta mais órgãos (útero, ovários) e, frequentemente, o peso da gravidez.

Exercitar o períneo é bom para homens e mulheres de qualquer idade, mas é um cuidado mais importante para a mulher que já teve filhos, segundo Ana Carolina Basso Schmitt, doutora em saúde pública e fisioterapeuta,

Fazer um treino de força regular é a melhor forma de prevenir problemas futuros, como a incontinência urinária na velhice.

E de ganhar muito no curto prazo. "Exercícios para o períneo deixam a região genital mais bem irrigada, forte, viva", afirma Latorre.

Todas as práticas de ioga incluem exercícios para o períneo, lembra Anderson Allegro, professor da escola Aruna Yoga, em São Paulo. "O mula bandha, contração sustentada do períneo, é ensinado desde as primeiras aulas. Ele dá o chão para a realização das posturas."

Na ioga, a base da coluna, onde o períneo se insere, está ligada à kundalini, energia de vida, do despertar, da sexualidade.

"Contrair o períneo regularmente devolve o prazer pela vida. Sexual, sim, mas não é o foco. É vitalidade em geral, para mulheres e homens", afirma Allegro.
Os exercícios que contraem a região da pelve preservam a saúde dos testículos e da próstata. E podem ajudar a função erétil.

"A musculatura do períneo ajuda o músculo eretor do pênis a atingir o grau máximo de ereção", diz Latorre.

Nas mulheres, o treino aumenta a lubrificação e a sensibilidade do canal vaginal.

POMPOARISMO

A agente de turismo Júlia, 28, aprendeu a contrair conscientemente o períneo em um curso de pompoarismo. Na técnica, originária da Ásia, bolinhas de metal ou plástico são introduzidas na vagina com a função de halteres, para o desenvolvimento da força e do controle motor dos músculos.

No Brasil, o pompoarismo é mais associado à pornografia ou a "sexo de resultados" (tipo "agarre seu homem"). Mas sua base é a mesma dos exercícios usados em tratamentos fisioterápicos ou em protocolos médicos, como o que o ginecologista norte-americano Arnold Kegel criou nos anos 1940 (os "exercícios de Kegel").

Bolinhas tailandesas (ben wa) ou cones são usados para praticar contrações e "manobras" --que podem depois ser reproduzidas com o parceiro. "No começo, é difícil contrair, respirar e ainda curtir. Depois, fica gostoso e você quer praticar sempre", afirma Júlia.

Para quem prefere uma técnica menos "invasiva", algumas atividades físicas ajudam tanto quanto a arte do pompoarismo no fortalecimento do assoalho pélvico.

No pilates, por exemplo, a contração do períneo é sempre solicitada para estabilizar a coluna, segundo Isaías Vieira, coordenador de pilates da academia Bio Ritmo.

"Quando você vai fazer a organização do quadril, contrai o períneo para aproximar os dois ísqueos (ossinhos na parte inferior do quadril) e, depois, o cóccix do osso do púbis. A coluna lombar fica bem posicionada e dá uma base sólida para a organização das outras articulações", explica Gervitz.

Nas aulas de pilates, além desse acionamento sutil do assoalho pélvico, a contração interna é realizada junto com movimentos maiores, que envolvem outros músculos, como os de elevação da coluna lombar, diz Vieira.

Fazer a báscula do quadril (um balanço para frente) é uma das formas mais fáceis de contrair o períneo. É por isso que a dança do ventre é uma boa atividade para fortalecer o assoalho pélvico.

"Não é só a dança do ventre. O balé também trabalha muito esse encaixe do quadril", lembra Débora Sabongi, bailarina e professora de dança do ventre.

COORDENAÇÃO FINA

Mesmo assim, a dança oriental é uma das mais indicadas, segundo o fisioterapeuta Latorre. "Ela mobiliza a pelve e desenvolve uma coordenação motora muito fina da região do quadril."

Já a musculação tradicional, em aparelhos, pouco ou nada faz por essa área do nosso corpo, segundo Luciano D'Elia, educador físico especialista em treinamento funcional. "No treino funcional, ao contrário, a musculatura pélvica, a lombar e a abdominal são o ponto de partida dos exercícios", diz.


Fonte: Folha

ARTIGO FISIOTERÁPICO: ALONGAMENTO: ATIVIDADE QUE REDUZ TENSÕES, ATIVA A CIRCULAÇÃO E RELAXA.



ARTIGO FISIOTERÁPICO

ALONGAMENTO: ATIVIDADE QUE REDUZ TENSÕES, ATIVA A CIRCULAÇÃO E RELAXA.

Sua prática nos torna mais seguros para a realização das tarefas diárias, sem dores ou desconforto
  Com ou sem exercícios, antes e depois deles, alongar os músculos do corpo é um hábito saudável: aumenta a flexibilidade e deve fazer parte da rotina de todas as pessoas. Instintivamente, já nos alongamos, ao acordar e esticar os braços para o alto, espreguiçando através de um bocejo, movimentando o corpo quando ficamos muito tempo na mesma posição.

Os alongamentos são derivados de comportamentos humanos. Eles relaxam o corpo e por consequência, a mente. Além disso, o ato de alongar-se promove diversos benefícios como redução das tensões musculares, ativação da circulação, prevenção de lesões, aumento da maleabilidade e relaxamento. Por outro lado, é essencial para o aquecimento e relaxamento dos músculos. Por isso, deve ser feito antes e depois de qualquer atividade física, da caminhada à natação.

“É importante que alongamentos sejam feitos individualmente ou incorporados aos programas de exercícios, geralmente antes ou após iniciá-los, pois através deles trabalhamos a flexibilidade, uma importante valência física, considerada fundamental para melhora e manutenção da aptidão do corpo relacionada à saúde. Um bom nível de flexibilidade ajuda na correção de maus hábitos posturais, no desempenho dos movimentos em exercícios físicos ou na realização de movimentos naturais do cotidiano. O alongamento prepara os músculos e as articulações para a atividade física, promove alívio das dores musculares provocadas pelo estresse ou pelo treinamento, gera relaxamento muscular e também está associado ao aumento do humor e bem estar”, explica Allan Siston, da equipe de Educação Física Cia. Athletica (RJ).

Benefícios e cuidados com a prática

Crianças, jovens, adultos ou idosos, todos podem se beneficiar da prática deste tipo de exercício. Vale ressaltar que o alongamento não deve ser forçado, pois pode vir a causar lesões nos músculos e tendões. Com a prática constante, a flexibilidade aumenta e também o limite a ser alcançado.

“Em geral, todas as pessoas podem ser submetidas a exercícios de alongamento simples. O mais importante é que sejam realizados de forma segura, respeitando os limites de cada um. Mas o ideal é que pessoas que sentem dores fortes nas articulações ou em algum grupamento muscular, praticando ou não exercícios de alongamento, procurem um médico antes de iniciar as atividades”, adverte Siston.

O alongamento promove qualidade de vida. Sua prática nos torna mais seguros e independentes para a realização das tarefas diárias, sem dores ou desconforto. De acordo com Allan Siston, os níveis de flexibilidade em pessoas não treinadas tendem a diminuir, devido ao processo natural de envelhecimento. Com o passar do tempo, essa redução da flexibilidade pode nos levar a adquirir maus hábitos posturais que causam dor. Além disso, podem nos limitar na realização de tarefas consideradas simples como, por exemplo, ensaboar as costas ou agachar-se para pegar algo no chão.

A prática do alongamento é muito simples e fácil de ser feita. Como vimos, os benefícios são muitos e quanto mais cedo nos habituarmos com ela, melhor. Exercícios simples podem ser feitos em casa, no hotel ou na praia. Convidamos você a iniciar essa prática agora mesmo, através da série de exercícios abaixo, propostos pelo nosso orientador, Allan Siston. Mude seus hábitos, tenha uma vida saudável e seja feliz.

Alongamento de membros superiores

Fique em pé, com os pés afastados e paralelos, os joelhos levemente flexionados e as costas alinhadas. Com uma das mãos, force lentamente a inclinação lateral do pescoço em direção ao ombro do mesmo lado da mão até o seu limite. Repita do outro lado.
Em pé, com os joelhos levemente flexionados, mantendo costas alinhadas, cruze os dedos das mãos acima da cabeça, com as palmas viradas para cima e eleve seus braços até o limite, sem forçar.
Sentado ou em pé, com os joelhos levemente flexionados, os pés paralelos e as costas alinhadas. Cruze os dedos das mãos e eleve os braços lentamente para frente, na altura dos ombros.
Em pé, com os joelhos levemente flexionados, os pés paralelos, as costas alinhadas, cruze os dedos das mãos e faça o movimento de extensão dos ombros para trás.
Sentado ou em pé, com os joelhos levemente flexionados, os pés paralelos e as costas alinhadas. Eleve o braço lateralmente e flexione o cotovelo atrás da cabeça, use a mão para puxar levemente o cotovelo para trás. Faça com o outro braço.
Em pé, com os joelhos levemente flexionados e os pés paralelos. Eleve o braço cruzando na frente do tórax, com o outro braço puxe levemente. Repita com o outro braço.

Membros Inferiores

Deitado, com a cabeça e coluna bem apoiadas. Flexione o quadril, abrace o joelho puxando a coxa em direção ao peito, enquanto a outra perna repousa estendida no solo. Repita com a outra perna.
De pé, com os joelhos estendidos e unidos. Fazer movimento de flexão de tronco, tentando encostar a ponta dos dedos na ponta dos pés. Também pode ser feito com as pernas afastadas tentando levar as mãos ao solo.
De pé, com uma das mãos apoiada na parede, costas alinhadas. Flexione o joelho e segure o tornozelo com a mão, puxando o pé para trás e para cima, o máximo possível. O joelho da perna em contato com o solo deve estar levemente flexionado. Repita o movimento com a outra perna.
Deitado do chão com um dos joelhos flexionados, costas alinhadas. Pegue uma corda ou toalha, passe por trás do pé e puxe levemente em direção ao corpo. A perna deverá estar elevada. Faça com a outra perna.


Fonte: AFP

segunda-feira, 24 de junho de 2013

ARTIGO SAÚDE: MEIO AMBIENTE - A VIDA ACONTECE AQUI!



ARTIGO SAÚDE

MEIO AMBIENTE: A VIDA ACONTECE AQUI!

Foto: divulgação
Se está ou não está na moda não importa. Preocupe-se mais com a sua contribuição para o equilíbrio da natureza, pois é ela que faz a vida acontecer! O nosso bem-estar também depende disso, já pensou? Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, a gente trouxe algumas dicas bem bacanas (e super simples) que todo mundo pode fazer pra aliviar o desgaste dos recursos naturais do planeta. E o melhor, fazem bem pra saúde!

1. Comida boa é a orgânica
Se você tem espaço no quintal, que tal plantar suas próprias frutas, legumes e verduras? O consumo de alimentos orgânicos é sempre melhor, pois são livres de agrotóxicos. Flores e árvores no jardim também valem, pois enfeitam e colaboram com a qualidade do ar.
2. Mexa-se!
Tem coisa melhor do que poder ir pro trabalho admirando a paisagem? Se você puder, vá para o trabalho caminhando, ou de bicicleta. É mais saudável, pra quem não tem tempo de se exercitar, diminui os problemas de trânsito na cidade e evita a poluição.
3. Seja criativo!
Recicle e reutilize coisas antigas que ainda podem ter uso. Um balcão velho pode ficar lindo em outro lugar da casa, com uma pintura diferente e alguns ajustes. A comida que sobrou do almoço não precisa ir fora, dá pra utilizar restos e cascas dos alimentos para fazer coisas diferentes na cozinha.
4. Não use tanto papel
Prefira guardanapos e toalhas de pano ao invés das descartáveis. Use os dois lados da folha para imprimir. Cancele correspondências desnecessárias. E o plástico? Leve sua canequinha para o trabalho, ao invés de puxar um copo toda vez que sentir sede.
5. Nas compras
Evite aquele montão de sacolas plásticas desnecessárias. Leve uma bolsa de pano ou uma mochila e prefira produtos com pouca embalagem, que geram menos lixo. Ao invés de pedir o “frete”, compre no mercadinho perto da sua casa. Compre pilhas recarregáveis.
6. Faça um tour pela natureza
Ao invés de passar um final de semana naquele hotel cheio de aparelhos eletrônicos e aquecimento que consomem um montão de energia, prefira as pousadas ecológicas, perto das florestas e rios. Aventure-se nas trilhas, faça rafting, aproveite a natureza!

E você? Tem alguma dica para cuidar do meio ambiente?

Fonte: revistapilates.com.br

ARTIGO CULTURAL: FERRAMENTA ILUSTRA REIVINDICAÇÕES MAIS FREQUENTES NOS PROTESTOS PELO BRASIL


ARTIGO CULTURAL

FERRAMENTA ILUSTRA REIVINDICAÇÕES MAIS FREQUENTES NOS PROTESTOS PELO BRASIL


autor: risastoider

As manifestações pelo Brasil, que começaram reivindicando melhorias no transporte público e a redução do preço das passagens, tomaram uma dimensão gigantesca, com muito mais demandas. E como as redes sociais têm um papel fundamental nesse processo, ficou um pouco mais fácil entender quais são os temas mais abordados nos protestos. É esse o objetivo do site Causa Brasil.

A página varre as redes sociais, através da ferramenta de monitoramento Seekr, em busca de termos ligados às mobilizações no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google+.

O resultado é um infográfico com esferas que mudam de tamanho de acordo com a popularidade de determinado assunto. Entre os mais debatidos, estão o preço das passagens, o governo Dilma Rousseff, a segurança, educação, o combate a corrupção e a saúde.

A plataforma é abastecida de hora em hora, e a busca dos termos das reivindicações é feita em torno das 100 principais hashtags usadas pelos manifestantes nas redes sociais. Até o momento, mais de 360 mil menções foram analisadas desde o dia 17 de junho.
 
Fonte:  http://adrenaline.uol.com.br/internet/noticias/17266/ferramenta-ilustra-reivindicacoes-mais-frequentes-nos-protestos-pelo-brasil.html

ARTIGO PILATES: PILATES É ALTERNATIVA PARA TRATAR INCONTINÊNCIA URINÁRIA DEPOIS DA GESTAÇÃO


ARTIGO PILATES

PILATES É ALTERNATIVA PARA TRATAR INCONTINÊNCIA URINÁRIA DEPOIS DA GESTAÇÃO

Atividade fortalece a estrutura muscular pélvica de forma não invasiva.


Foto:http://celsoalvesjunior.blogspot.com.br

A perda de urina involuntária, conhecida como incontinência urinária, ocorre por diversos fatores. Idade avançada, obesidade, menopausa, constipação intestinal, gravidez, entre outros, levam ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico e períneo, que é um conjunto de músculos que tem como função, sustentar os órgãos pélvicos, mantendo assim, o controle dos esfíncteres, principalmente a urina.

Durante a gestação, a incontinência urinária normalmente ocorre devido à pressão na bexiga, comprimida pelo útero aumentado. No entanto, assim que termina a gravidez, a mulher tende a recuperar o controle da urina. O problema também pode acontecer se a mulher apresentar uma composição genética fraca de seu colágeno, proteína importante para unir e fortalecer tecidos do organismo, o que pode acarretar na frouxidão dos músculos que envolvem a bexiga e o assoalho pélvico.

Outros fatores agravantes podem ocorrer durante um parto normal: se o bebê for muito grande, o parto for mal assistido ou se for utilizado fórceps de maneira errada. Nessas condições, os músculos que apoiam a bexiga podem ser lesionados permanentemente.

Musculatura fortalecida
De acordo com o fisioterapeuta Bruno Andrade Costa, especialista em fisioterapia músculo-esquelética, o pilates pode ajudar a combater e a tratar a incontinência urinária, pois tem como objetivo principal, o controle e o fortalecimento da musculatura pélvica. Através das aulas de pilates, a paciente pode trabalhar dando ênfase à musculatura de sustentação: abdômen, lombar, glúteos e toda região pélvica, especialmente o períneo (área entre o ânus e a uretra).

— O pilates é a única atividade completa quando se pensa em fortalecer todos esses grupos musculares associados de forma não invasiva. Essa atividade aumenta a consciência corporal e muscular, e todos os exercícios são associados com respiração e controle abdominal — salienta o fisioterapeuta.

Costa ressalta que os casos de incontinência urinária devem ser acompanhados por um médico ginecologista ou obstetra, que indicará o exercício ideal em parceria com o fisioterapeuta que irá desenvolver e aplicar um plano de reeducação da musculatura de assoalho pélvico, através de um processo individualizado e que dê resposta às necessidades de cada paciente.

Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2012/01/pilates-e-alternativa-para-tratar-incontinencia-urinaria-depois-da-gestacao-3622972.html

ARTIGO FISIOTERÁPICO: FISIOTERAPIA REDUZ O RISCO DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA APÓS O PARTO


ARTIGO FISIOTERÁPICO

FISIOTERAPIA REDUZ O RISCO DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA APÓS O PARTO
Foto:viefisioterapia.blogspot.com.br

A Incontinência Urinária de Esforço, a perda involuntária de urina, interfere bastante na vida de muitas mulheres. Uma revisão de estudos avalia se a fisioterapia para os músculos da pelve funcionam na prevenção e tratamento.

  Cerca de um terço das mulheres sofrem de incontinência urinária de esforço (IUE) após parto, a perda involuntária de urina. E até 10% apresentam incontinência fecal. O treinamento da musculatura do assoalho pélvico é comumente recomendado durante a gravidez e após o nascimento tanto para a prevenção quanto ao tratamento da incontinência. Uma revisão sistemática procurou determinar o efeito do treinamento da musculatura do assoalho pélvico para estes casos. Para isso foram selecionados ensaios clínicos com mulheres grávidas ou no pós-parto, desde que houvesse uma intervenção fisioterápica para os músculos do assoalho pélvico comparada aos cuidados habituais de pré-natal, que não incluem este tipo de orientação. Três diferentes populações de mulheres foram avaliadas separadamente: as mulheres sem queixas, nos estudos de prevenção; mulheres com queixa, nos estudos de tratamento, e uma população mista de mulheres submetidas a um dos dois tratamentos. Estes ensaios clínicos podiam ter sido realizados durante a gravidez ou após o parto.
          No total, foram analisados vinte e dois estudos envolvendo 8.485 mulheres (4231 fisioterapia e 4.254 controles). Resultados mais relevantes: mulheres grávidas que não apresentavam incontinência urinária e que se submeteram à fisioterapia preventiva intensiva, no pré-natal, eram menos propensas, do que as mulheres que receberam apenas os cuidados habituais, para relatar incontinência urinária até seis meses após o parto. Uma diminuição do risco de 30%. Quanto às mulheres que apresentavam IUE, três meses após o parto e que receberam fisioterapia, elas tinham menor chance de reclamarem de IUE aos 12 meses do pós-parto na comparação com as mulheres que receberam os cuidados habituais. Neste caso, uma redução do risco de 40%. Outro dado interessante é que quanto mais intenso o programa de fisioterapia, maior o efeito benéfico. Pena que os autores não puderam comprovar os benefícios da técnica a longo prazo.
          Para concluir, há evidência de que para as mulheres que vão ter seu primeiro bebê, a fisioterapia pode prevenir a incontinência urinária até seis meses após o parto e de que ela é um tratamento adequado para as mulheres que já sofrem com o problema. Eles sugerem que os efeitos da fisioterapia possam ser maiores em certos grupos de mulheres, tais como gestantes pela primeira vez, grávidas com fetos grandes e mulheres que se submeteram a parto fórceps previamente. Estas e outras dúvidas, principalmente no que se refere aos benefícios de longa duração, deverão investigadas em novos estudos. Mas até lá fica a mensagem: com a fisioterapia as fraldas só servirão para os bebês. (Boyle R, Hay-Smith EJ, Cody JD, et al. Pelvic floor muscle training for prevention and treatment of urinary and faecal incontinence in antenatal and postnatal women. Cochrane Database Syst Rev. 2012)
Escrito por Dr. Alexandre Faisal
Fonte:  http://dralexandrefaisal.blog.uol.com.br